O Casarão Assombrado

Este fato é sobre O Casarão Assombrado e ocorreu na década de 90 em um famoso casarão localizado em uma avenida da capital sergipana que beira o rio Sergipe. De uma família muito influente aqui no estado, trata-se de um casarão construído na segunda década do século passado. Cheio de mistérios, despertava curiosidade de quem passava pela sua frente. De quem é? Ainda há gente morando aí? Muito sinistro! Assustador! Sua fachada era velha e cheia de mato que brotava até da parede.

Pois bem! Josélia* era uma adolescente na década de 90. Ela conhecia e tinha amizades com algumas meninas que moravam naquele palacete. Eram parentes dos já falecidos donos. A convite delas ela foi passar algumas noites lá. Segundo ela, as primeiras noites foram tranquilas. Mas a partir da terceira noite algumas coisas estranhas começaram a acontecer. No meio da noite ela conta que foi acordada por estranhos barulhos que julgava virem da grande sala. Eram barulhos que pareciam móveis sendo arrastados. Ela não deu muita bola no início tanto que nem contou sobre o ocorrido para as amigas. Mas as coisas começaram a piorar.

 

O Casarão Assombrado
O Casarão Assombrado (Ilustração: Sergipe Obscuro)

Em uma dessas noites os barulhos começaram a ficar mais alto a ponto de ela não conseguir dormir. Mas o curioso era que nenhuma das amigas, que dormiam no mesmo quarto, não acordavam. Poderia ser o sono pesado, pensou ela. Por curiosidade, em uma dessas noites ela diz que tomou coragem e resolveu investigar o que estava acontecendo. Levantou e foi na ponta dos pés até a porta do quarto. Abriu a porta devagar e quando ela olhou para o corredor em direção à sala viu algo bastante perturbador. Uma cadeira estava se movendo sozinha, como sendo arrastada por algo invisível.

 

Ela conta que, apesar da escuridão da casa, as luzes da rua penetravam os aposentos, iluminando o suficiente para se identificar os objetos do recinto. Assustada, ela acordou uma das amigas para mostrar o que estava acontecendo. A amiga, apresentando uma calma sinistra, contou que aquilo era habitual, acontecia quase todas as noites, que ela não precisava ter medo e pediu para ela voltar a dormir. As recomendações da amiga não funcionaram. Ela não conseguiu mais dormir e depois dessa noite nunca mais voltou lá no casarão assombrado.

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